Cultura Justa(curta)
Fui a uma aula especial,
Não tinha matéria definida,
Onde o tema era Portugal
E uma palradora conhecida.
Não sabia nada de história,
Era um zero em geografia,
Tinha lapsos de memória
E de mares e rios nada sabia.
Começou a falar de Sintra
E, vejam só o pitoresco,
Desta palradora, que pinta,
Nem conhece a UNESCO.
Aventurou-se pelos Jerónimos,
Não sabe o Claustro significa,
Devem ter fundido os neurónios.
Grande figura, esta arara típica.
Confundir o rio Tejo com mar,
Pronto não se pode saber tudo,
Há coisas que se podem ignorar
Quando fumamos um bom canudo.
Comer pasteis e matar a fome,
Não é vergonha para ninguém,
Mesmo sem saber o seu nome
Os pastéis lhe caíram bem.
Desconhecer Vasco da Gama,
Ou até mesmo Luís de Camões.
Eles nunca a levaram para a cama
E nem lhe deram alguns tostões.
Para o ar, ninguém deve cuspir,
Nem tampouco nos monumentos,
Em cima lhe poderá cair
E provocar-lhe muitos tormentos.
Dizem que é mulher bela,
Acredito, sinceramente, que o seja
Mas esta palradora de telenovela
O que demonstrou foi inveja.
Mas a grande verdade
É que a mulher é humana,
E já deve andar com saudade
Duma boa Queca Lusitana.
Francis Raposo Ferreira
Delinquência Infantil